Teorias sobre a segunda temporada de The OA

Teorias sobre a segunda temporada de The OA

Apenas elimine toda a descrença e você não ficará desapontado na segunda temporada.

The OA está de volta e mais louca do que nunca.

A primeira temporada da série de ficção científica da Netflix The OA, o projeto de Brit Marling com Zal Batmanglij, está se tornando deliciosamente maluca – desafiando as expectativas com cada toque estranho e inclinando-se em seus elementos mais tolos com tal poder que se torna fácil de ser sugado, não importa quão estranhos esses movimentos de dança são. Na primeira temporada, Prairie (também conhecida como Nina e OA) era uma narradora pouco confiável que apresentava sua história em peças cada vez mais inacreditáveis; ela esperava que seu público na serie e em casa desse um grande salto de fé acreditando no que ela tinha a dizer e se comprometendo a seguir adiante para sua próxima grande jogada. Para aqueles de nós que poderiam se render à coisa toda, foi terrivelmente emocionante.

A segunda temporada é ainda mais desafiadora, já que pede ao público que se acostume com novas e até mais selvagens camadas do quebra-cabeça da série – e desta vez, não estamos apenas assistindo a suas sessões de meia-noite e praticando os movimentos ao lado de seus dois novos pupilos. Em vez disso, estamos experimentando esses novos desenvolvimentos maciços ao lado dela.

Antes de continuar, aviso que a partir deste ponto, esta resenha contém spoilers suaves para The OA: Part II.

A segunda parte retoma exatamente onde a primeira temporada terminou – a OA foi gravemente ferida pelo atirador da lanchonete, e seu alegre bando de desajustados ficou imaginando o que aconteceu com ela. Como o trailer revela, OA deixou seu corpo antigo e acordou em uma dimensão alternativa em que Barack Obama nunca foi presidente dos Estados Unidos, e ela cresceu sob os cuidados de seu “papai”, o oligarca russo, com sua identidade original como Nina intacta.

Enquanto isso, Hap (Jason Isaacs) também reuniu seus prisioneiros remanescentes – Homer (Emory Cohen), Scott (Will Brill), Raquel (Sharon Van Etten) e Renata (Paz Vega) – para fazer os cinco movimentos em um campo e pular para outra dimensão. Ele pode ter um novo corpo e propósito nesta nova realidade, mas ele ainda é horrível.

OA eventualmente encontra um detetive particular chamado Karim, que está em busca de uma garota desaparecida e descobriu uma subcultura inteira de jogadores dispostos a desistir de tudo para tentar resolver um enigma virtual. Isso eventualmente o conecta com a OA / Nina, é claro, mesmo que seja um pouco trabalhoso através da tecnologia do século 28. Enquanto isso, BBA (Phyllis Smith) e as crianças também estão jogando sua própria versão mais orgânica do mesmo jogo enquanto se reagrupam para tentar resolver o mistério do destino da OA. Demora um tempo para cada um desses tópicos narrativos começarem a se unir, mas os paralelos são óbvios desde o início.

As viagens da OA também nos introduzem a algumas características completamente novas, como um polvo empático cuja suprema sabedoria é conveniente e absurda e uma árvore da vida invisível que se conecta com tudo e com todos. O humor é geralmente sombrio, mas esses acréscimos chocantes são espalhados nos lugares certos para aumentar o quão fascinante tudo é.

Mas há uma infeliz mudança tonal na Parte II: A falta da narração pseudo-onisciente da OA diminui o ritmo da história e adiciona ainda mais confusão às oscilações dimensionais de ida e volta. Além disso, os subenredos que envolvem o detetive e a equipe de crianças ficam dolorosamente demorados às vezes.

O que ajuda a compensar todos esses elementos de deslocamento é o coração dos personagens que retornam, que são tão investidos em suas missões quanto nós somos neles. Algumas participações cruciais e explicações muito atrasadas também satisfazem quaisquer questões remanescentes da primeira temporada – sem mencionar que há pelo menos duas cenas que irão arrepiar aos fãs.

Assim como os telespectadores da 1ª Temporada tiveram que escolher ativamente deixar suas portas abertas e deixar a história da OA passar por eles, a Parte II requer que o público resista à escolha e simplesmente deixe a OA acontecer, experimentando o espetáculo para as muitas esquisitices que ela tem a ofertar. Esta série nunca foi concebida para todos, mas para aqueles que são verdadeiros crentes em OA, a Parte II será um acompanhamento bem-vindo à primeira.

Algumas teorias que surgem….

1. Não vimos à Kathun nessa temporada, a não ser em flashbacks, certo? E se à Kathun nos apareceu com uma outra face? Já pensou que ela poderia ser o polvo? Sempre q encontra a OA, a Khatun dá a ela alguma coisa. E a OA pergunta para ela quem ela é na 1a temporada, e ela dá a mesma resposta na segunda.

2. A mitologia da série tem algo a ver com a natureza como as árvores falaram, e a Nina era uma vidente que podia se comunicar com a natureza, por isso o show com o polvo, e ele diz para a OA que no futuro ela vai para uma dimensão onde não vai se lembrar de quem é, ou seja, a dimensão dos atores, e ele mostra a ela o momento em que ela finalmente vai se lembrar que é a cena da EQM dela de 37 segundos quando ela está em um avião e vê uma mulher de cabelos curtos, que imagino ser ela mesma, no caso a Britt na dimensão dos atores…. Achei a cena genial ❤

3. Foi o engenheiro, casado com uma médium que construiu a casa. Porém de certo modo, essa casa ganhou vida, pois, ela foi feita como um labirinto cheio de seções desconhecidas, e nem o cara que a construiu se conteve em somente criá-la, pois ficou curioso em como desvendar os enigmas da própria invenção.
Quando o noiado aparece surtado do lado de Karim e logo em seguida, pega o celular da Michelle e pula, ele quebra por total a janela. Depois que a perícia chega, mostra que ainda está quebrada, mas quando Karim volta para desvendar mais uma parte, a janela está toda no lugar… mas quando ele quebra uma parte do vidro para salvar a menina “nerd” que parecia está envelhecendo, após voltar, a mesma janela não está quebrado mais.
Sobre a menina ter envelhecido lá dentro, pensei que fosse devido ao tempo e que a casa fazia isso com as pessoas. Mas era apenas efeito do gás que cria ilusão em quem respira lá dentro. Mas para quem se pergunta: mas Karim voltou lá dentro depois, porque não ficou “doido” ou sobre efeito do gás? Bom, quando ele tirou a menina da casa, e sentou com ela lá fora, o efeito do gás acabou assim que um carro passou próximo a uma poça d’água, e a água foi em seu rosto. Do jeito que ele olhou, percebeu que a água quebra o efeito. Então quando ele volta no novamente, ele está com o rosto molhado.

4. Sobre a última cena: eles foram pra uma dimensão em que tecnicamente quebraram a quarta parede, pois eles eram os atores, usaram seus próprios nomes. E o que descobrimos sobre o vitral de rosáceo? Era apenas uma metáfora/ou não, usada para exemplificar como é a visão de do “homem” perante o mundo e tudo que nele existe E/OU para exemplificar que o Karim estava apenas fazendo nosso papel “assistindo” tudo pelo vitral de rosáceo que simbolizava uma tv!

Teorias a parte, me pergunto se a série realmente estará disposta a adicionar “metalinguagem” à lista de tópicos complexos que procura trabalhar como parte essencial de suas tramas, e até onde poderia aprofundar suas discussões aproveitando mais este campo. Considerando que The OA é uma série original Netflix, e o quanto o serviço de streaming parece permitir todo o tempo requisitado pela produção para novas temporadas, não duvidaria de uma terceira parte que viesse acompanhada de mais alguma inovação em sua forma de consumo.

Na Ambulância, Prairie e Hap ou Brit e Jason (nomes dos atores)? Estão correndo para o hospital, que é quando Steve pula dentro chamando Jason “Hap”.

Claramente, algum personagem da dimensão da tv cruzou para o mundo real e eles terão que descobrir uma maneira de voltar. Michelle mostrou que isso pode ser feito, no entanto, com toda a situação do Hap, pode ser difícil convencer os outros de que eles não fazem parte de um programa de TV.

Eu me arrisco a dizer, que eles agora estão no nosso mundo e terão que encontrar uma maneira de voltar para dentro do mundo criado pela Netflix – o final meio que faz uma subversão a uma série de TV que saiu da série de TV e está no mundo real onde existe personagens vividos por atores, fazendo assim com que a série quebrasse a chamada ‘quarta parede”.

Hap escolheu uma dimensão onde OA é atriz e interpreta o papel dela mesma, se considerarmos a teoria dos multiversos qualquer coisa é possível. Ele disse pra ela. No final que eles estavam indo pra um lugar onde ela amaria ele e todos saberiam que ela é o anjo original mas ela não iria acreditar, ou seja a temporada vai rolar ela interpretando o papel de The OA no seriado e os meninos fazendo com que ela acredite que é tudo verdade.

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